Hilda Furacão ©
Categoria: Literatura

PSiu: foto da cerimônia em que a Profª Hilda recebeu o título de Cidadã Honorária de Brasília.

Ela tem na paixão o seu principal combustível. A maior das paixões é ensinar. Recém-comemorou seus cinquenta anos de ensinagem numa Aula Áurea. Senhora absoluta de seu ofício, ela não cessa de nos dar lições de vida – e de paixão. Quem se aproxima das lavas de sua apaixonada entrega à arte de ensinar, não se afasta mais. O furacão Hilda, todo lavado em paixão, está sempre dando um jeito de juntar seus tantos alunamigos. É uma ajuntadora de gente. É uma polinizadora de almas. Hoje, porque é aniversário dela, alguns alunamigos estarão reunidos em torno de sua chama amorosa, calorosa. E eu, mesmo longe, estarei presente de coração inteiro. Repare o raro leitor que a aniversariante nasceu no mesmo dia do Rosa – ele mesmo, o feiticeiro-mor das palavras. E não é menos feiticeira a nossa bruxILDA, como é carinhosamente chamada. É que ninguém resiste ao seu feitiço todo feito de afeto. Além do mais, ela é apaixonada pelo Rosa. Não é por acaso que é uma Rosa a última de suas orientandas. É uma Rosa prestes a doutorar-se em Rosa. Natural, pois, que ela viva cercada do Rosa, da Rosa, de muitas outras rosas. Eu, não podendo cercá-la de rosas, mando um discreto buquê de pRosa.

Parabéns, Profª Hilda!

© Nota de canapé: Romance do mineiro Roberto Drummond (1933-2002).

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O drible ©
Categoria: Literatura

Apesar de entender quase nada de futebol, considero-me um especialista em drible. Sou craque em driblar pendências e chatices. Craque? Talvez seja um exagero. Mas alguma habilidade em driblar pendências e chatices – que nunca deixam de estar em campo –, ah, isso tenho! É claro que não dá pra driblar todas elas. Na vida de todos nós há sempre um bocado de atrolhos que temos de administrar. Não dá pra jogar pra escanteio certas chatices do viver. Aí é enfrentá-las. De que chatices falo? Não vou dar às tais chatices esse cartaz. Silenciar sobre elas é uma forma de drible. Viver exige dominar a arte de driblar até o limite da perfeição. Com a vida em jogo, corremos o tempo todo pra lá e pra cá, dividindo bolas com quem está em campo conosco. Enquanto durar o jogo, a vida é isso: correr, driblar, cair, levantar e, num golpe de sorte, marcar alguns gols. Também vale como gol levantar a bola pra outro companheiro de jogo – e deixar que ele faça o gol. Não se joga sozinho, não se faz gol sozinho. Jogando sempre, o lance é torcer pra que no fim da partida o placar nos seja favorável. Tudo dependerá – acho – do nosso comportamento durante o jogo. Não dar bola pro azar, por exemplo, é uma bela estratégia. E sabemos todos: jogar/viver só se aprende jogando/vivendo.

© Nota de canapé: Livro do escritor e jornalista Sérgio Rodrigues. É um dos finalistas do Prêmio Portugal Telecom, o que prova que é bom de drible, tendo deixado vários concorrentes para trás.

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