No fim dá certo ©
Categoria: Literatura

 

Cada vez acredito mais nesta frase: “Viver é especializar-se no erro” (Maria Esther Maciel). Errar é humano, demasiado humano. O acerto, na rota de qualquer indivíduo, é um acaso estatístico. Nascemos para errar. Apesar dessa sina, e de fazer a minha parte exemplarmente, do que dá notícia os tantos malditos que venho perpetrando, apesar disso trago em mim a mais profunda vontade de acertar. Ainda assim, não me livro de seguir errando triunfalmente.

A natureza criou o mecanismo da seleção natural para aperfeiçoar seus frutos. O homem humano – pequeno, falho, frágil – submete-se a uma espécie de seleção emocional para tentar aprimorar-se. Nas palavras do mais que humano Guimarães Rosa, “é preciso sentir até tirar as cascas da alma”.

Não é que eu goste de errar. No entanto, sei que o erro que não desejei cometer vai esculpir o acerto que não calculei. No erro presente pode estar o futuro acerto. Errar é a sina dos viventes. Acertar é um desvio. De desvio em desvio, vou errando até o fim. No fim dá certo. Ou melhor: no fim, quem sabe, acerto.

 

© Nota de canapé: Livro do Fernando Sabino (1923 / 2004).


(2)


    Angela
    20 de janeiro de 2012

    Soy yo! Vc é meu alter ego…rs


    Tarlei
    20 de janeiro de 2012

    Se você me elege alter ego, aceito. Devo advertir, no entanto, que você tá mal de alter ego… rs






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