Pecado capital ©
Categoria: Música

As imperdíveis memórias e confissões de Nelson Rodrigues, todas publicadas originalmente em jornais, encontram-se reunidas nos livros A cabra vadia, O óbvio ululante, A menina sem estrela e O reacionário. Tenho de confessar: lendo Nelson, sou tomado por uma daquelas invejas totais e irremediáveis. É a inveja da impotência de jamais conseguir um texto de brilho sequer próximo ao dele. Há nos textos do Nelson todo um desfile de provocações, exageros, absurdos, santas obsessões e uma lucidez espantosa. Diante do Nelson, nossa vaidade autoral vai pro chão com tanta exuberância criativa. É um desaforo. É a tirania do talento fazendo a nossa santa mediocridade ulular. Já me dei ao trabalho de coletar algumas das deliciosas obsessões estilísticas do Nelson. E tenho desejo de rechear um post com todas elas. Mas são tantas que só um post não dará conta. Talvez faça uma série a que chamarei “Flor de obsessão”, título mais que perfeito e que era como os amigos chamavam Nelson. Só isso para aplacar a minha obsessão em flor. Como vê o raro teleitor, estou ébrio de Nelson.

© Nota de canapé: Samba antológico (mais um) do Paulinho da Viola. Foi tema de abertura da telenovela de mesmo nome.


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