Vale quanto pesa ©
Categoria: Música
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Estou às vésperas de comemorar minha estréia em livro. Estou às vésperas de comemorar o dia em que despontei para o anonimato. Sim, quase todos que publicam livros no Brasil contam com uma quase certeza de invisibilidade. Não vai nisto uma queixa. É só uma constatação resignada. No meu caso em especial, acresce o fato de o livro ser Quase Nada, trazendo, de cara, quase tudo para ter passado quase despercebido. Uns tantos amigos, com os quais tenho uma irresgatável dívida de gratidão, me salvaram da completa invisibilidade. O certo é que no dia 11/10/2013 selei meu destino de escritor de Quase Nada. De lá pra cá, quase nada mudou. Sigo escrevendo nonadas a três por quatro e penso contribuir com mais um pouco de quase nada para assegurar o anonimato conquistado. Noutras palavras: um novo livro não deve tardar. Tal como o primeiro, graças a um conteúdo que vale quanto pesa – e pesa quase nada –, venderá quase nada. Nisso de vender quase nada também pesa o fato de o Brasil ser um país em que se lê quase nada. Tá tudo certo. Não me queixo. Não pretendo ganhar quase nada com o que escrevo, apenas, se tanto eu merecer, alguns raros e caros leitores. E veja o paradoxo: vendi quase nada e quase nada sobrou do livro que me abriu as portas do anonimato. É que, ao menor sinal de interesse, eu já oferecia o livro de presente. Sem contar que o livro quase nada freqüentou as estantes das livrarias, de modo que quase tudo contribuiu para o seu destino de invisibilidade. Nada disso, no entanto, é motivo para eu não comemorar meu primeiro ano como escritor de Quase Nada. Comemoro o feito com uma alegria quase nada disfarçada. Comemora comigo?

© Nota de canapé: Canção do Luiz Melodia.


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    napoleão maquino
    9 de outubro de 2014

    Parabéns, querido. Sua invisibilidade é que te faz aparecer! E que venha outro rebento!


    Marineide Miranda s. Oliveira
    9 de outubro de 2014

    Comemoro contigo todos os dias, menino!!! Você é presente precioso, Tarlei! Presente para sempre!!!


    Tarlei
    9 de outubro de 2014

    Mari, ter amigos feito você é, sim, motivo de se comemorar todos os dias. Obrigado!!
    Bjs,
    Tarlei


    Tarlei
    9 de outubro de 2014

    Obrigado, amigo Napô! Para um escritor a invisibilidade é muito bem-vinda. Quanto mais invisíveis, mais podemos ver…
    Abs,
    Tarlei






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