Pátria minha ©
Categoria: Televisão

Pátria amada, pátria minha, vou contá-la na minha prosa!! E minha prosa faz uma colagem abusada e libérrima de Vinícius de Moraes (Pátria Minha), Ary Barrroso (Aquarela do Brasil), Lenine /Bráulio Tavares (O dia em que faremos contato) e Maurício Tapajós/Aldir Blanc (Querelas do Brasil).

Ah, meu Brasil brasileiro, veja só o berço precioso que te coube: em toda a Via-Láctea não existe um só planeta igual a este em que você deu de pousar. Sete artes e dez mandamentos só têm aqui. Cinco sentidos, terra, mar, firmamento, só têm aqui. Essa coisa de riso e festa só tem aqui. Ah, terra boa e gostosa a deste Brasil lindo e trigueiro! Lugar de Sertões, águas, Xingus, Villas-Bôas, Guimarães, veredas, Bachianas, Jobim…

Vontade de te beijar os olhos, pátria minha! E que dó dá uma pátria sem sapatos e sem meias, tão probrinha!! Ainda assim, pátria minha, você é fonte de mel, amada, idolatrada, salve, salve! Mais do que a pátria mais garrida, você tem uma quentura, um querer bem, um bem, um libertas quae sera tamen!

Sim, teu nome é pátria amada, é pátria minha! Mas é também patriazinha – e não rima com mãe gentil. Há um Brasil que não conhece o Brasil, que não merece o Brasil… Há um Brasil que tá matando o Brasil.

Por causa dos que te matam, pátria minha, os que te amamos vamos mandar nas urnas um grito retumbante de SOS ao Brasil!! Não importa se, por retumbante que seja o brado, seremos ouvidos ou não. O que não dá é pra silenciar.

© Nota de canapé: Telenovela de Gilberto Braga.


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