Love, love, love ©
Categoria: Música

(PSiu: O raro leitor perceberá que bebi desabusadamente na fonte de vários artistas – nem  sempre de forma literal –, recolhendo o que disseram sobre o amor. São eles, na ordem em que os sorvi: Drummond, Mário de Andrade, Guimarães Rosa, Drummond de novo, Adélia Prado, Djavan, Carpinejar, Caetano, Antônio Cícero, Roberto Freire, Vínícius, Gilberto Gil, Vinícius outra vez, Manoel de Barros, Vinícius mais uma vez, e Cazuza.)

Que pode uma criatura senão, entre criaturas, amar? Você sabe: amar só se aprende amando. Amar não é verbo intransitivo – é bitransitivo. Amor vem de amor. Porque se não é assim, o amor pode cair na cilada do “hoje beija, amanhã não beija, [...] segunda-feira ninguém sabe o que será”. Amor tem que falar meu bem, dar caixa de música de presente, conhecer vários tons pra uma palavra só. O amor pode até ser um grande laço, um passo pr’uma armadilha, pr’uma prisão. Mas quer saber? Liberdade na vida é ter um amor pra se prender. Se você tem um, trate de construir para ambos uma dulcíssima prisão, encontrando a mais justa adequação entre métrica, rima e dor – não se esqueça: amar, às vezes, confunde, dói. Estando preso em um amor, ame e dê vexame. De tudo, ao seu amor seja atento(a). Ame-o e deixe-o ser o que ele é. Amor é como um jardim: a gente cuida, a gente olha, a gente deixa o sol bater – pra crescer e crescer. Amor não teria que se acabar, mas, não sendo imortal, que seja infinito enquanto dure. Saiba: se a gente não der amor, o amor apodrece em nós. Porque fundamental é mesmo o amor. É impossível ser feliz sozinho. Se você está acompanhado, comemore. Se você está só, vá à luta. Não fique esperando alguém que caiba nos seus sonhos.

E pra você, pra mim, pra quem está só ou não, um único desejo: todo amor que houver nessa vida. Viva o amor!!

© Nota de canapé: Uma linda canção de Caetano Veloso.


(6)


    Marineide Miranda
    12 de junho de 2014

    Tarlei querido, que belezura!!! Doce, amoroso, doido! Diz tudo lindamente! Felicidades, hoje e sempre!
    Beijos,
    Mari


    monique
    12 de junho de 2014

    Lindo! Adorei!!


    Tarlei
    13 de junho de 2014

    Que bom que gostou, Monique! Vale reiterar que nada no texto é meu. Eu apenas cuidei de fazer um mosaico amoroso.
    Abs,
    Tarlei


    Tarlei
    13 de junho de 2014

    Obrigado sempre, Marineide! E porque você assim adjetivou (“Doce, amoroso, doido!) o mosaico que fiz, lembro estas palavras do Guimarães Rosa: “Qualquer amor já é um pouquinho de saúde, um descanso na loucura”.
    Bjs,
    Tarlei


    Diogo
    16 de junho de 2014

    Viva o amor!


    Tarlei
    16 de junho de 2014

    Isso aí, Diogo. E viva os amantes!!
    Abs,
    Tarlei






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