Bola de meia, bola de gude ©
Categoria: Música

(PSiu: Em homenagem ao Dia Internacional do Brincar)

Não sei o que vou bolar para fazer um texto com esse título fazer sentido. Preocupação de pronto descartada: sendo um texto de brincadeira, não precisa fazer sentido lógico – só sentido lúdico. Em lugar da bola de meia (com que nunca brinquei) e da bola de gude (já brinquei muito), entram as letras do alfabeto. E com elas posso fazer/escrever qualquer brinquedo, não apenas bola de meia, bola de gude. Brincar é meu ofício. “Tenho preguiça de ser sério” (Manoel de Barros). Eis toda a verdade: “Há um menino, há um moleque morando sempre no meu coração. Toda vez que a tristeza me alcança, ele vem pra me dar a mão”. Estou sempre de mãos dadas com a criança que trago em mim. Com ela por perto, estou sempre pronto pra ser encantado. A criança que sou se encanta por qualquer acontecimento ordinário. E o ordinário, pelos olhos da criança, ganha ares de extraordinário. A infância dura quase nada – mas dura para sempre na parede da memória. Acho que Machado de Assis disse uma frase assim: “O menino é o pai do homem”. Concordo total. Quase tudo que se vive na infância vai direto pro ninho da memória. O menino que é meu pai vive aprontando criancices no reino da palavra. O pai do meu menino deixa que ele faça o que bem entenda com seu brinquedo favorito. Brincar é minha sina. Dou o maior valor à brincadeira. Brinco a sério, mas não me levo a sério. Falar sério? Fala sério! Tô fora. Já estou a caminho da terceira infância sem abrir mão de brincar. E desejo poder seguir brincando até o fim. Vamos brincar?

© Nota de canapé: Das mais lindas parcerias de Mílton Nascimento e Fernando Brant. Pode ser ouvida aqui.


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    Marineide Miranda s. Oliveira
    29 de maio de 2014

    Maravilhoso! Me lembrou uma música com bola de gude e roda pião!!!
    Acho que é do Chico! Roda gigante… roda-moinho- roda pião…Não é de criança, mas eu gosto! (rs). Beijos, tarlei!


    Tarlei
    29 de maio de 2014

    Sim, Marineide. Sei de que música fala. Muita linda mesmo. Penso assim: existe a primeira infância, a segunda infância e a terceira infância. É por isso que não perdemos a criança que há dentro de nós.
    Bjs,
    Tarlei






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