Tempus fugit ©
Categoria: Literatura

O tempo brincou de dar mais uma volta ao redor do meu caminho. Nem por isso deixo de me considerar na flor da idade. Com a pétala de hoje, são cinqüenta e uma já despetaladas da flor do meu viver. Minha flor viverá no tempo um tempo que não sei. Eu trato apenas de cuidar do jardim que dá vida à flor. O tempo é senhor da eternidade. Eu sou senhor apenas dos minutos. Há um ensinamento budista que diz assim: “Cuide dos minutos, que as horas cuidarão de si mesmas”. Vou por aí. Sabemos todos que temos direito de percorrer apenas um certo trecho da estrada sem fim do tempo. E mesmo sabendo dessa fatalidade, caminhamos enquanto houver estrada. Pela ordem natural do viver, estou no meio do meu caminho. E cheio de gratidão por tudo que a vida tem me dado. Lembro umas palavras do grande Otto Lara Resende: “A vida foi generosa, tem sido, para comigo. Se eu não a escolhi, tal como veio, ela me escolheu, aceitei. Acredito nos caminhos que me escolheram. Tive mais do que pedi”. Pleno de gratidão, subscrevo-as por inteiro, tanto quanto subscrevo estes versos do Leminski: “Não discuto com o destino / o que pintar, eu assino”. O que vier, eu vivo. É o que me cabe, assim como cabe ao tempo passar. Tempus fugit? Então, carpe diem! É só o que podemos.

© Nota de canapé: Livro do Rubem Alves.


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    Marineide Miranda
    9 de maio de 2014

    Tarlei querido,
    feliz caminhos, voos, destino!!!
    Felicidades em todos os aspectos. Você é muito, muito especial!!!
    Muitos aniversários, muitas escritas, muita vida!!!
    Carinhos e amizade/amor fraternos e eternos,
    Marineide Miranda S. Oliveira


    Tarlei
    9 de maio de 2014

    Querida Marineide,
    você é muito, muito gentil!!! Muito obrigado!
    Preciso muito de tudo que você me deseja. E o que você me deseja é o que eu desejo pra todos nós.
    Bjs,
    Tarlei


    Edna Freitass
    9 de maio de 2014

    Muito querido amigo Tarlei,
    Beijos literários em seu GRANDE coração.


    Tarlei
    16 de maio de 2014

    Muita querida amiga Edna,
    parafraseando Drummond, digo que minha gratidão é imensa e cabe no breve espaço de dizer obrigado.
    E jamais me esquecerei: é preciso caminhar sempre, apesar da poeira.
    Bjs,
    Tarlei






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