Bandeira ©
Categoria: Música

Não sou de levantar bandeira. Não tenho natureza militante. E isso tem a ver mais com temperamento do que com não apoiar certas causas. Minha tendência primeira é aderir ao que clama a voz que vem das ruas. E para quem quer causar, não faltam causas. Hoje é dia de uma multidão ruidosa e multicolorida sair às ruas. Hoje é dia da Parada Gay em Sampa. A mim me parece que a pauta de reivindicações se perde em meio a tanta purpurina. A afirmação da diversidade sexual é a principal bandeira do movimento. Na esteira do reconhecimento dessa afirmação, está a luta por uma série de direitos. Tudo isso é mais que sabido. Causa espanto que a orientação sexual de alguém seja motivo de tanta celeuma. A vivência da sexualidade de cada um se dá na mais estrita intimidade. Para mim, não há nada mais inocente, inofensivo, do que dois corpos se dando prazer. O que menos importa numa pessoa é como ela vive sua sexualidade. Mas essa faceta secundária acaba tomando o primeiro plano e valores como caráter, respeito, bondade etc. têm sua centralidade solapada. Mas chega de chafurdar no óbvio ululante. Estou aqui apenas para responder a um texto delicioso do Luís Fernando Veríssimo – texto que é pura testosterona. Depois de ler o Veríssimo, e eu insisto que só depois, se você ficar curioso do que seria uma resposta em cor-de-rosa àquele texto, é só clicar aqui. O autor da resposta, que é um tímido, um discreto até a medula, preferiu não assinar o texto – que é pura purpurina. “Cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é”. Boa leitura! E viva a diversidade!

© Nota de canapé: Canção de Zeca Baleiro.


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