Pé na tábua ©
Categoria: Música

Nenhum assunto engatilhado e o compromisso moral de escrever o post que pousará na tela amanhã de manhã. Vou escrevendo a esmo enquanto o assunto não chega. Jornal Nacional terminando, novela das nove começando e eu emendando uma palavra na outra. Dia terminou meio tumultuado. Não sobrou tempo de selecionar um possível assunto. Pela manhã, lendo o livro da vez (Adeus, Facebook), deparei com a expressão “Pé na tábua”. Pensei comigo que era um bom título. Era só escolher um assunto que coubesse nele. Não houve tempo. E a hora de escrever chegou. O jeito é escrever sem assunto. Nenhuma novidade nisso. Alguém diria que isso é mais velho que andar pra frente. Não tenho assunto? Pé na tábua assim mesmo e vamos que vamos. Não sou de me embaraçar com nada quando se trata de escrever. Em matéria de viver, me embaraço com qualquer coisa. Interfone toca: é o porteiro avisando que tem um registrado pra mim. “Registrado pra mim” é sinal certo de livro. Oba! Licencinha pra eu buscar a encomenda. De volta. Sim, é um livro. É uma biografia do publicitário Carlito Maia com o subtítulo “A irreverência equilibrista”. Algo me diz que ou eu já li esse livro, ou já o tenho. Isso só vou saber no dia em que me dispuser a organizar minha biblioteca. Esse dia chegará? Impossível saber. Só o que sei é que seguirei comprando livros e, em alguns casos, re-comprando livros. Não faz mal. Vou me equilibrando bem entre um deslize e outro. E pé na tábua, sempre!

© Nota de canapé: Versão da compositora Marina Lima para uma música cujo nome original não sei qual é.


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