Malhação ©
Categoria: Televisão

Somos feitos para o movimento, mas tenho horror de malhação. O único movimento para o qual não tenho preguiça é o da caminhada. Sou um andarilho. Minha atividade física se restringe às caminhadas diárias e aos vinte andares de escada que encaro no trabalho, segunda a sexta. Isso é pouco. E o corpo se ressente. A parte mais comprometida é a da flexibilidade. Nem ginástica laboral faço. Vai daí vinha sentindo uma dorzinha no braço – dor que só doía conforme o movimento. Primeiro fui a uma osteopata. Apertou em muitos pontos doloridos e prescreveu umas quatro ou cinco sessões de tratamento. Achei que fosse uma questão de músculo fora do lugar, algo assim, e a simples recondução do músculo ao seu lugar eliminaria a dor. Não foi assim. E aquilo de o braço doer conforme o movimento já tava virando medo de qualquer movimento. Resolvi ir a um ortopedista. Na hora que ia começar a atender, o ortopedista sofreu uma queda na entrada do consultório, ele próprio precisando de um ortopedista. Acabei atendido pelo filho, também especialista na área. Consulta-relâmpago daquelas em que se pergunta onde dói e o diagnóstico vem na hora, quase dispensando a formalidade da pergunta inicial. No meu caso, tendinite, mal que acomete tantos trabalhadores braçais, bancários no topo. Tratamento: fisioterapia. Achei por bem informar ao médico que a long time ago uma radiografia da coluna apontava uma escoliose lombar mínima que eu julgava, pela má postura nossa de cada dia, ter evoluído para além do mínimo. Fisioterapia também. Então é isso: a agenda dos primeiros dias de aposentado incluirá sessões de fisioterapia – não sei por quanto tempo. É o movimento da vida. Ou é a falta de movimento na vida. Ou é uma vida movimentando-se erradamente. Não há de ser nada. Ou quase nada. Sigamos

© Nota de canapé: Novela adolescente que começou em 1995, sem fim previsível.


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    Edna Freitass
    7 de março de 2014

    muito querido tarlei,
    você malha, com humor, cada palavra. é isso.
    inté.
    edna


    Tarlei
    10 de março de 2014

    Sempre querida Edna, bingo!
    Deixo o corpo de molho e malho a palavra sem descanso.
    Abs,
    Tarlei






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