Tempos de escola ©
Categoria: Televisão

Seguindo na vereda aberta pela memória, hoje deu vontade de falar dos meus tempos de escola. A primeiríssima escola foi o Grupo Escolar Bernardo Sayão – nome ligado à história de Brasília, sem eu jamais suspeitar que Brasília entraria na minha história. Nessa escola cursei o pré-primário, o primeiro e o segundo anos. Soube por esses dias do falecimento da minha professora do segundo ano, Maria Eugênia. O terceiro ano cursei-o no Grupo Escolar Pedro II. Perdoe a imodéstia, mas nesse ano eu reinei absoluto. Primeiro (íssimo) lugar indisputado, do começo ao fim. Não sobrou pra ninguém. E eu, menino de dez anos, fui alçado ao posto de auxiliar na correção das provas dos colegas. O melhor de tudo era quando ajudava a professora Ana a levar os cadernos de provas até a casa dela. Tinha bolo na certa – e bolo salpicado com aquele chocolate de chumbinho, que não sei se existe mais. Na minha memória gustativa, existirá para sempre. Minha fama de bom aluno chegou a uma professora do quarto ano, Maria Divina. Certo dia essa professora apontou para mim na fila e disse: “Quero que você seja meu aluno”. Não fui. Por ser bom aluno, consegui da diretora autorização para fazer logo o exame de admissão. Aprovado, não cursei o quarto ano. Depois vieram os sete anos do Colégio Estadual Padre Nestor Maranhão Arzola, a escola em que mais tempo fiquei. Fui da quinta série até o terceiro ano do curso técnico em contabilidade. Muitas memórias boas. Uma das mais memoráveis: ter vencido um concurso de redação. O concurso foi só para alunos do curso técnico, mas toda escola ficou sabendo. Chegou a vez de Uberlândia, da UFU. Antes da UFU, alguns cursinhos. Passei pelo Promove, Anglo e Objetivo. Nenhuma identificação com o curso na UFU, mas levei-o até o fim – e bem. Perdoe a imodéstia, de novo, mas fechei o curso com média geral 9. Quase duas décadas depois, a UnB surgiu no meu caminho e lá pude desbastar mais um pouquinho a vasta ignorância que me constitui. Não sei se terei outras escolas na rota das minhas desaprendizagens. Sei que é mais que hora de registrar minha gratidão pelo tanto que aprendi nessas escolas.

© Nota de canapé: Programa do canal Futura.


(2)


    Angela Delgado
    17 de dezembro de 2013

    Bom-dia, menino prodígio!
    Você está de parabéns pelo seu curriculum!
    Um abraço.


    Tarlei
    17 de dezembro de 2013

    Boa noite, minha querida!
    Menino prodígio? Nem um pouco. Os destaques foram todos acidentais, propiciados pelas circunstâncias de um nível de ensino pouco exigente.
    Abs,
    Tarlei






© 2017 - ArteVida – A vida sem a arte é insustentável – Blog do Tarlei Martins - todos os direitos reservados
Design: V1 Digital - desenvolvido em WordPress