Faz de conta ©
Categoria: Música



Faz de conta que ontem foi o dia 11/10/2013, o dia do lançamento do meu Quase Nada. Quase tudo correu bem. E o quase tudo fica apenas para a saga que foi conseguir táxi às seis da tarde de uma sexta. Conseguido o táxi, desço de imediato enquanto as sobrinhas (que vieram de longe me acarinhar) terminam de se aprontar. Desço de imediato de puro desespero porque o aviso da central foi de que a espera seria de 10 a 15min por causa do trânsito. Nessa espera desesperada, eis que vejo passando um táxi. Faço sinal desesperado, nem percebendo que o táxi estava com passageiros. Pra minha sorte, o táxi parou um pouquinho à frente. Fui correndo até ele, a tempo de ver um casal desembarcando. À minha pergunta mais que desesperada o taxista responde que está livre. Ô, alívio! Corro de volta pro apartamento para apressar as sobrinhas e as encontro já na portaria. Corremos os três para o táxi. Agora era enfrentar o trânsito das seis da tarde. O taxista que me salvou chama-se Anestor, um senhorzinho muito simpático. Era a última corrida dele naquele dia. Naquela altura do cansaço de todo um dia de trabalho, o Sr. Anestor ainda tinha disposição para rir um riso satisfeito de qualquer bobagem que eu dizia. Uma graça o Sr. Anestor. Será meu taxista de estimação. Para o tamanho do meu desespero aqui relatado, o raro leitor deve imaginar que me atrasei, no mínimo, uma hora. Não. O atraso foi de apenas 10min (digamos 15min). Chegamos ao Espaço Chatô secundados pela primeira convidada, uma amiga querida que eu conheci face a face naquele momento, tornando presencial uma amizade virtual mantida até então apenas Face to Face. Aí foi dar início à sessão de autógrafos, acarinhado por tantos amigos (uns 50) que eu quase que nem acredito. Assim foi até às dez da noite. Só quando tudo passa é que se confirma aquela famosa frase do Fernando Sabino, título, aliás, de um de seus livros: “No fim dá certo”. Ah, se a gente soubesse disso antes do fim, de quanto sofrimento seríamos poupados! Quase nada mais a dizer da minha noite de autógrafos. Apenas que teve fotos (muitas), teve fala da Profª Hilda me cumulando de elogios e me deixando sem palavras e com lágrimas nos olhos, teve fala do Tagore, o editor. O que de mais bonitinho o Tagore disse foi que a editora tinha feito quase nada pelo livro. Eu, sim, é que tinha feito quase tudo – tamanho o meu empenho. Eu, desconcertado com palavras tão generosas da professora e do editor, só consegui agradecer timidamente e passei a falar do Projeto Bibliorodas, que eu tanto admiro. Ah, e teve o momento de eu proferir a frase que há tempos eu perseguia: “Qual é mesmo a minha câmera?”. E não foi por charme. Houve momentos em que eram três câmeras apontadas pra mim. Pode? Terminei a noite, que foi fria (de um vento frio), cercado de tanto calor humano que o frio da noite foi quase nada. Do Espaço Chatô, a convite de dois primos queridos, fomos para um barzinho. Chegamos em casa às duas da manhã. E meu peito não cabia em si de tanta gratidão por tudo. Uma vontade de chorar, chorar e chorar… E chorei – de pura alegria e gratidão.

© Nota de canapé: Parceria de Marcos Valle e Celso Fonseca.


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