Perigosas peruas ©
Categoria: Televisão

Longe de mim querer ser árbitro da elegância alheia, eu que, conforme está dito aqui, cultivo uma deselegância sóbria e discreta. Deve ser por isso, aliás, que procuro compensar a deselegância investindo na discrição. Mas há quem prefira impor-nos as suas escolhas e somos brindados com verdadeiros socos visuais, como diria Nelson Rodrigues. Interessante como há pessoas especialmente dotadas para a desarmonia no vestir-se! Tenho visto cada coisa! O mais lastimável é que quem se alia a certos exageros costuma ter algum dinheiro – e esmera-se em gastá-lo mal. Quando vejo certas coisas, não consigo evitar este pensamento: “Há pessoas que deviam ser proibidas de escolher as próprias roupas”. Que me perdoem a deselegância, mas não faria mal às nossas retinas fatigadas que algumas pessoas fossem impedidas de dar curso ao próprio “gosto”. Mas há que ser democrático sempre! Viva a diversidade visual!

© Nota de canapé: Telenovela do horário das 19h, exibida em 1992, autoria de Carlos Lombardi.


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    Diogo
    7 de novembro de 2013

    Essa aí foi para aquela mulher que, segundo o flanelinha de domingo, queria disputar com o Ney Matogrosso qual seria a roupa mais chamativa? Hehehe…


    Tarlei
    9 de novembro de 2013

    Diogo,
    foi só uma bem-vinda sincronia — e dessa vez com testemunhas. O texto, na verdade, já estava escrito.
    Abs,
    Tarlei






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