Não me deixe só ©
Categoria: Música

É amanhã que dou o passo definitivo rumo ao anonimato: lanço Quase nada, livro de crônicas – ou quase!! É meu primeiro livro. E o primeiro livro sofre de tudo o que sofrem as estréias, e tudo fica agravado pelo sentimento de que nada disso era preciso. Tendo quase nada a dizer, não era melhor ficar em silêncio? Depois da estréia, vem o sofrimento dessa possível constatação: “O primeiro livro, melhor seria nunca tê-lo escrito” (Ítalo Calvino). Só há um jeito de tentar redimir esse pecado inicial: escrever mais e mais livros. Será? Eu quase nada não sei. O fato é que não resisti à tentação “de encher de vãs palavras muitas páginas” (Caetano Veloso) e estou contribuindo com Quase nada “para encher (…) de mais confusão as prateleiras” (Ibidem).

Escrever é dos atos mais solitários, embora se trate da mais povoada das solidões. A solidão é companheira inseparável de quem escreve, sendo sempre desejada, bem-vinda. O durante da escrita é de solidão total. Quando o que se escreveu vira livro e vai para o mundo, tudo o que o escritor não quer é a solidão. Aí ele quer a comunhão – uma comunhão improvável nestes tempos de infinitas solicitações. Daí que a perspectiva de uma noite de autógrafos seja a da mais espessa solidão. Confrontado com esse medo, só tenho um pedido a fazer: não me deixe só, amanhã, 11/10! Estarei autografando meu Quase nada no Espaço Chatô, a partir das 18h30. Mesmo tendo Quase nada a perder, apareça! Se não puder aparecer, e continuar interessado em Quase nada, você pode encontrá-lo aqui.

© Nota de canapé: Canção de Vanessa da Mata.


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    Josiane
    16 de outubro de 2013

    Parabéns, meu querido amigo e escritor preferido.
    Você é um sucesso.


    Tarlei
    17 de outubro de 2013

    Obrigado, amiga Josi! Com tantos afagos, tenho de me segurar pra não ficar todo prosa.
    Abs,
    Tarlei






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