Destino de aventureiro ©
Categoria: Música

Na minha medida comedida, sou um aventureiro. Quase todas, aventuras discretas. Circunscrevendo minhas discretas aventuras ao domínio da escrita, uma das mais memoráveis foi o atrevimento de escrever para a escritora Nélida Piñon, contada aqui. Depois foi a aventura de escrever quase todo dia, iniciada assim que o blog caiu na rede. E se caiu na rede é pixel. Foram quase dois anos de gestação. Antes do blog, a aventura da escrita não saía do círculo da intermitência. Depois dele, a aventura da escrita ganhou uma constância que me assusta, me desassossega, me confere uma obsessão nunca imaginada. Estou feliz com a meia dúzia de leitores fiéis que se dispõem a pescar o que lanço na rede. Não contente com as ninharias que espalho por aí, desejei aninhá-las nas margens do papel. Todo um processo – que começou há um ano. Agora o Quase nada, minha penúltima aventura, já é um objeto no mundo, vasto mundo, prontinho pra cumprir seu destino de invisibilidade. E eu prontinho pra cumprir meu destino de aventureiro, prontinho para acolher o anonimato – destino certo de quem escreve Quase nada. Bendito destino, eu faço questão de dizer. Eu não preciso de quase nada além dos tantos amigos preciosos que tenho.

© Nota de canapé: Parceria de Eduardo Dussek e Luiz Carlos Góes.


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