Caprichos e relaxos ©
Categoria: Literatura

É sempre assim: começa o ano e a primeira providência é fazer a colheita do que escrevi no ano anterior e que considero publicável. A colheita do que escrevi em 2012 resultou em pouco mais de meia centena de textos. Postando de três em três dias, e não pretendendo alterar essa periodicidade, eu precisaria ter colhido, no mínimo, 120 textos. E agora? A saída é escrever textos exclusivamente para o blog, prática antes reservada a situações especiais. Essa colheita módica revela uma verdade incômoda: em 2012 foi farta a produção de abobrinhas no meu quintal de inutilezas. E para o blog gosto de mandar textos em que capricho mais – sou exigente. Oscilando entre caprichos e relaxos, em 2012 o saldo pendeu para o relaxo, quero dizer, para o excesso de abobrinhas, para as brincadeiras de homenino, para o tom demasiado pessoal etc. Conclua o raro leitor: dos quase 200 textos escritos ao longo do ano, somente uma meia centena escapou do círculo de ordinariedade que é a minha marca registrada. Tá certo que alguma coisa escrita em 2012 já tinha ido parar no blog – duas dezenas, talvez –, o que em quase nada altera o saldo das ninharias de 2012. O fato concreto é: tenho de ir atrás da quota que falta para garantir as postagens de 2013. E vou ver se consigo, em 2013, pender mais para o capricho. Ou isso ou o blog corre o risco de passar por uma dieta textual rigorosa, não sendo implausível prenunciar-lhe a morte prematura. A sorte é que se trata de uma morte que a ninguém fará diferença.

© Nota de canapé: Livro de poemas do Paulo Leminski.


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