Que tal o impossível? ©
Categoria: Música

Tenho uma vida pra lá de simples e comum, mas não deixo de enxergar nela vários impossíveis que fui superando. Mudar para uma cidade maior, virar bancário, fazer faculdade, o encontro com a escritora Nélida Piñon, a vinda para Brasília, as duas especializações: tudo isso, na dimensão da minha vida, roça o impossível. O maior dos impossíveis, contudo, está na minha relação com a escrita – um bugre se metendo a escrever? Como é possível? E pensar que esse impossível deu em livro pronto pra ser lançado. Não importa o fato de ser um livro de nenhuma importância literária. É um livro – e pronto. Antes do livro, todo o impossível deste blog. Afora o desafio da escrita, o blog me lançou ao desafio de mobilizar meus dons de analfabyte. Para meu espanto, consegui não me afogar no mar da rede. E me lancei na rede sem rede de proteção. Navegando a meu modo, venho conseguindo surfar a onda da Web sem fazer feio. E ainda consegui que meu barquinho ficasse entre os Top100 do Prêmio TopBlog 2012, categoria Variedades (veja selo ao lado), em meio aos mais de dois mil barquinhos na disputa. Quer impossível maior? De impossível em impossível, cheguei às galas do papel com meu cortejo feito de Quase nada. E todo esse impossível da escrita se deve à persistência em povoar de nonadas meu barquinho. E descobri em mim a capacidade insuspeitada de ser obsessivo para além de qualquer impossível. Porque, em matéria de escrever, eu sempre fui cooptado pela preguiça. Desde que caí na rede, deu-se a multiplicação dos pixels: já são quase quatrocentas postagens. A verdade é que, quando quero muito alguma coisa, não importa muito que a coisa seja da ordem do impossível. Se algo é impossível, é o que basta para eu contrapor um “Que tal o impossível?”. E vou em frente, atrás do impossível. E não poucas vezes o encontro.

© Nota de canapé: Canção do Itamar Assumpção.


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    Angela Delgado
    14 de agosto de 2013

    Parabéns! É com o pensamento positivo que as coisas acontecem. Não importa se vai chegar lá. Além de esse “lá” ser subjetivo, minha camiseta “diz”: “A vida é como andar de bicicleta. Para manter o equilíbrio é só não parar.”
    Um ótimo dia pra você.


    Tarlei
    14 de agosto de 2013

    Obrigado, querida Angela! A julgar pelo teor da frase, posso dizer que sou o equilíbrio em pessoa: não paro nunca.
    Bjs,
    Tarlei






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