Quase ©
Categoria: Literatura

Meu compasso agora é o do quase. O livro, enfim, está quase pronto pra ser impresso. Só da minha parte foram seis minuciosas revisões. Da parte da revisora foram três. E conto apenas as revisões posteriores à entrega dos originais à editora. Antes disso, minuciosa releitura dos textos selecionados para o livro. Mesmo com tanta revisão, é quase certo que algum erro terá escapado. Livro já na sala de parto, agora é quase morrer de ansiedade à espera de Quase nada. Haja “quase” pra tanto “nada”. Além de quase escritor, sou também quase aposentado. E quase que me aposentava antes da melhor hora. Por um quase já não tinha marcado a data da despedida e da festa. Ainda bem que, sendo quase preguiçoso, nada tinha sido feito. Está quase definido que sairei em fev/2014. Mesmo com o adiamento de out/2013 para fev/2014, está quase chegando a hora da minha alforria. Quase que nem acredito. Estou quase chegando ao fim de duas maratonas: a do livro e a do trabalho, ambas quase me matando de cansaço. A culpa de quase tudo é minha mesmo: quase não me dou descanso. E quando me livrar do trabalho, pressinto que minha mãe é que quase não me dará descanso. Nem eu posso agora pensar em descanso porque já é quase hora de começar a pensar no lançamento do Quase nada. A data provável é 11/10, quase dia da criança. E eu não passo de uma criança – ou quase. E a criança que sou está mais alegre ainda porque já é quase fim de semana. Um excelente!

© Nota de canapé: Um lindo poema do poeta português Mário de Sá-Carneiro.


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