A rede social ©
Categoria: Cinema

Resisti um pouco, mas acabei entrando para o Facebook. Comecei com um perfil básico, sem foto, sem texto, sem nada: um perfil com quase nada dentro. Ainda assim, mandei convite para um tanto de possíveis amigos. Entre os possíveis amigos, o meu quase webdesigner Bruno Cobbi. Ele não só aceitou o convite como de imediato me convidou, via Facebook, para um evento em Sampa chamado Escritores de Quinta. Adorei o título do evento e escrevi ao Bruno, via e-mail, dizendo que, vivendo numa das asas de Brasília e levando uma vida de burocrata, ficava difícil uma escapadela em dia não útil. Aproveitei para falar do meu atraso tecnológico e de não conseguir mais alcançar o trem-bala da tecnologia. Disse que, mesmo me sentindo um tecnossauro, tinha resolvido me aventurar nas tais redes sociais nem sempre sociáveis.

O Bruno me passou uma descompostura. Foi logo dizendo que não existe isso de perder o trem porque nessa era de revoluções tecnológicas cada hora é um trem diferente. Disse pra eu procurar boas fontes de informação e separar um tempo para consumi-las. Disse pra eu separar outro tempo e me aventurar. E conclui: “Tente, se meta, teste”. Quanto ao evento Escritores de Quinta, ele disse que não é restrito à participação presencial. Pode-se participar virtualmente publicando no site ou assistindo às reuniões via Twitter, Facebook ou Skype. Engoli a seco a descompostura e tive de admitir: o Bruno está certíssimo. Falta me aventurar. Vê se quem é capaz de revirar as entranhas de um texto de Wittgenstein, por exemplo, precisa temer os meandros das tais redes sociais?! O que eu tenho, menos que habilidade, é uma enorme preguiça de rodar essa roda sem fim do mundo virtual.

© Nota de canapé: Filme dirigido por David Fincher.


(2)


    Angela Delgado
    13 de junho de 2013

    Como tudo na vida, Tarlei, Facebook é e não é bom ao mesmo tempo.
    Perde-se muito tempo nele, mas, às vezes encontramos alguém de quem gostamos e com ele (a) trocamos algumas frases e vemos fotos. Você também pode deixar os seus escritos mais à vista, se isso te interessar. Mas, não devemos nos expor em demais. Sabe-se lá quem está por detrás da tela? É também um cerceamento da liberdade. Se você pisa em algum lugar, você é rastreado. Fulano esteve em tal lugar… Sicraninho começou uma amizade com fulano. Ás vezes, esse fulano é o nosso filho ou outro parente próximo, sem falar nos pretensos convites de amizade feitos pelo próprio Face.
    Um bom dia pra você!


    Tarlei
    13 de junho de 2013

    Angela,
    seu comentário me lembra o que ouvi num filme: “Nada é só bom. Nada é só ruim”. Tomo os meus cuidados. Não partilho nem um pouco da evasão de privacidade que costuma dar o tom das redes sociais.
    Abs,
    Tarlei






© 2017 - ArteVida – A vida sem a arte é insustentável – Blog do Tarlei Martins - todos os direitos reservados
Design: V1 Digital - desenvolvido em WordPress