Zen-vergonha ©
Categoria: Música

Uma amiga deu de me cobrar que tenho de fazer meditação. E vive me convidando para participar de algum retiro de meditação. Não digo nada. Tenho vontade, sim. Falta só juntar vontade e ação, que comigo quase nunca andam juntas. Leio bastante sobre budismo (e esqueço quase tudo), vou a palestras, mas não passo disso. Repetindo o que eu já disse, ler sobre o budismo é como carregar um barco na cabeça. A utilidade de um barco está em lançá-lo às águas. Totalmente verdade. Daí a praticar essa verdade vai um longo caminho. Sendo como sou, em matéria de budismo não passo de um zen-vergonha. E tá bom assim. O mais engraçado de tudo é que a amiga medita, estuda, se aprofunda, e mesmo com tudo isso não parece muito zen. Já eu que não medito, leio sem nenhum método, ainda assim ostento um jeito zen que faz de mim um budista nato. E minha cara zen-vergonha nem fica vermelha de proclamar isso. Quando admiti para a amiga esse meu lado zen-vergonha, ela, sem querer, acabou me dando um belo álibi. Ela disse ter ouvido de algum monge que era mais importante ser uma boa pessoa do que ser budista. Considero que sou uma boa pessoa, ou pelo menos com um bom caminho andado nessa direção. Estou, portanto, livre para continuar adoravelmente zen-vergonha. Ai, se a amiga me ouve!

© Nota de canapé: Parceria de Guinga e Aldir Blanc.


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    Angela Delgado
    25 de abril de 2013

    Meu caro zen-vergonha,
    Também não tenho a mínima paciência para meditações. Aliás, se fosse com o fone do iPod no ouvido, até que encararia.
    Um bom dia pra você!


    Tarlei
    25 de abril de 2013

    Querida,
    como está dito no post, eu tenho vontade, sim, de meditar. O difícil é fazer com que vontade e (medit)ação se encontrem.
    Bjs,
    Tarlei






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