Um por todos ©
Categoria: Literatura

Os lugares que mais freqüento em Brasília são, nesta ordem: meu quarto próprio, a empresa em que trabalho e a Galeria dos Estados. Sobre meu quarto próprio já falei aqui. Sobre o local de trabalho me esquivo de falar. É pela Galeria dos Estados, lugar do prazer matinal repetido religiosamente há treze anos, que começo (e termino) o inventário dos meus lugares de Brasília. Sim, o lugar é daqueles que valem por todos. A vontade de inventariar me fez observar mais atentamente a Galeria. Embora a imponência do nome, reparando bem é um lugar nada convidativo: lojas simples, piso todo remendado, trânsito intenso de gente, pouca ventilação. Sacrifica-se o conforto em favor da comodidade. A Galeria é um pequeno mundo. Tem quase tudo. Veja: self-service (Sancho Pança), lanchonete (mais de uma), biscoitos caseiros (Nossa Casa), lotérica, banca de revistas, salão de beleza, salão de cabeleireiro, ótica, floricultura, papelaria, chaveiro, loja de roupa, loja de calçados, bijuterias, artigos de informática, correios (até há pouco. Foi desativado por causa do Banco Postal) – e é bem possível que eu esteja me esquecendo de algum estabelecimento… Sirvo-me muito pouco daquele pequeno mundo. Bato ponto só na lanchonete Fruta Pão – nome da “minha” lanchonete. O restante do pequeno mundo é só para alguma urgência. Falando em urgência, urge correr para o fim de semana – e que ele seja excelente!!

© Nota de canapé: Antologia do poeta José Paulo Paes. O título é perfeito.


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