A grande família ©
Categoria: Televisão



A cegonha me deixou numa família numerosa – falo da grande família; não da família imediata, que é pequena. Só de irmãos de minha mãe são nove – e só três deles ainda estão dentro do círculo do tempo. Apenas do ramo materno são quarenta e quatro os primos, alguns já habitando outras esferas. Durante a infância e adolescência o convívio com boa parte deles foi bem próximo. De modo que desde muito cedo a vivência da alteridade regeu a pauta do meu convívio. E eu considero isso de grande proveito. É essa vivência de alteridade que vai forjando, vai reforçando as vigas da nossa humanidade, vai modelando nossa tábua de valores. Menciono esse fato por causa da oportunidade de ter reencontrado boa parte dessa grande família no aniversário de um tio. Na festa eu tinha uma dupla missão: festejar com vontade sem esquecer de observar todos os lances. E foi o que fiz. Só não contei que me deixei levar pela emoção quando um primo mostrou umas fotos antigas que tinha conseguido. Quase todos os fotografados estão na parede da memória de todos nós. A família continua grande. Vem diminuindo na ponta que me antecede e crescendo, como é natural, na ponta que me sucede. Nem ouso contar quantos são os primos da segunda geração. Um punhado de primos da primeira geração está na foto acima. Quem se atreveria a um palpite de qual deles sou eu? Uma dica: meu distintivo principal era uma vasta cabeleira, o que me rendeu o apelido de “Índio”. Fácil, não? Pena que a baixa resolução da foto não ajude muito.

© Nota de canapé: Seriado de TV.


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    Angela Delgado
    29 de janeiro de 2013

    A dica foi suficiente e agora posso reconhecê-lo quando você despontar no horizonte do nosso primeiro encontro (rs). Mas, com exceção de um ou outro lourinho, todos parecem mais amazonenses do que mineiros.
    Também venho de família numerosa. Minha mãe teve vários irmãos e dez filhos…
    Um beijo.


    Tarlei
    30 de janeiro de 2013

    Querida Angela,
    faltou dizer que a dica da vasta cabeleira só serve para me identificar na foto. Hoje, nem sinal da cabeleira de outrora (rs). Um outro distintivo meu é o riso sempre à tona do rosto — ausente na foto, mas presente na vida. Gracias!
    Bjs,
    Tarlei


    Angela Delgado
    31 de janeiro de 2013

    Tarlei querido,
    Já estou esperando por um calvo sorridente, mas na foto há dois cabeludos. Você é (era…) o que está quase no meio da foto ou o primeiro à esquerda?
    Bjs.


    Angela Delgado
    31 de janeiro de 2013

    Quero dizer, o primeiro à direita…


    Tarlei
    31 de janeiro de 2013

    Querida Angela,
    sou o que está quase no meio da foto. À minha frente, uma garota de vestidinho vermelho: é minha irmã. Ao lado da garota, um garoto louro e também de vermelho: é meu irmão.
    Bjs,
    Tarlei


    Marineide oliveira
    14 de setembro de 2014

    Amei, Tarlei!
    Tocante como tudo que escreve, e muito mais por nos fazer pensar na nossa família! Você é o meu menino gigante!
    beijos, querido!


    Tarlei
    15 de setembro de 2014

    Já não sei mais o que dizer pra essa menina Mari que vive me cobrindo de afagos. Sei que “muito obrigado” é muito pouco.
    Bjs,
    Tarlei






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