Quase sem querer ©
Categoria: Música

Quase sem querer, desconfio que fundei um novo gênero literário, o gênero do Quase – ou quase-gênero, sem querer fazer gênero. A opção por uma escrita quase telegráfica coloca o que escrevo no limiar do quase. Não são crônicas – mas quase. Não são ensaios – mas quase. Não são memórias – mas quase. Não são perfis – mas quase. O escrito termina antes de se estabilizar num determinado gênero. Quase sem querer, fui certeiro quando dei aos meus escritos o título geral de Quase nada. E quase me espanto com a quantidade de nonadas que faço aportar no papel ou na tela, quase todo dia. Quase sem querer, já tenho material suficiente para alguns livros – todos, naturalmente, impublicáveis. E por sabê-los tais, decidi fazer uma edição não-comercial de quase nada dos meus escritos. Devo dizer que quase tudo alimenta o meu quase nada. Já não cheguei ao ponto de escrever sobre um espirro – que quase não saiu? Alguém que se dispõe a escrever sobre um espirro está disposto a escrever sobre qualquer coisa. Venho cumprindo a sina. E antes que, quase sem querer, mais abobrinhas sejam semeadas no papel, o pouco de senso que me resta manda recolher o lápis. E eu obedeço – quase sem querer.


© Nota de canapé: Sucesso do Legião Urbana.


(4)


    Angela Delgado
    12 de janeiro de 2013

    Grrrr. É por isso que a gente, por duas vezes, quase se conheceu…


    Tarlei
    14 de janeiro de 2013

    Querida Angela,
    você não perde nada por esperar… Em todo caso, pressinto que já está quase na hora de a gente se conhecer…
    Abs,
    Tarlei


    Angela Delgado
    16 de janeiro de 2013

    Só não marque o lançamento para fevereiro, quando estarei fora de Brasília, está bem?


    Tarlei
    16 de janeiro de 2013

    Nenhuma chance de o livro sair em fevereiro, a não ser que você esteja se referindo a fevereiro de 2014… rsrs…






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