Feliz ano velho ©
Categoria: Literatura

Quando todos estão de olhos voltados para o Ano Novo, eu me inclino, agradecido, para o ano que finda, certo de que tive (tivemos) um feliz ano velho. Gostamos tanto de saudar o novo – ainda uma promessa – que nos esquecemos de agradecer o velho – já uma certeza. Meu ano foi feliz por vários – e sempre os mesmos – motivos: pela saúde, pela paz, pela alegria, pela família, pelas amizades etc. Essa pequena amostra é bastante para garantir o sentimento de felicidade que permeou os dias findos – e lindos. Para além disso, há o fato de eu ter conseguido manter a fúria escrivã, perpetrando ao longo do ano posts a mancheias. É espantoso que alguém que se move sempre na zona da preguiça tenha conseguido tal proeza. Aqui cabe ressaltar que a fúria escrivã não teria ido longe se não fosse correspondida com a atenção de meia dúzia de leitores fiéis. Esse embate quase diário com a escrita, esse desnudamento de alma que o papel em branco propicia, esse desejo de diversão acima de tudo (culpa do incansável homenino que sou), esse gostinho raro de ser recolhido pelas palavras até que elas dêem uma resposta de mim (Manoel de Barros), devo tudo isso ao raro leitor. E sou mais que feliz por isso. Tanto que só isso bastaria para eu repetir, pleno de gratidão, que tive um feliz ano velho.

Acertadas as contas com o ano que se vai, é hora de saudar o ano que chega novinho em folha, pronto para nele tatuarmos nossas dores e delícias.

Um feliz 2013 para todos nós!

© Nota de canapé: Livro de grande sucesso nos anos 80. O autor é o Marcelo Rubens Paiva.


(0)





© 2017 - ArteVida – A vida sem a arte é insustentável – Blog do Tarlei Martins - todos os direitos reservados
Design: V1 Digital - desenvolvido em WordPress