Álibi ©
Categoria: Música
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Meus sobrinhos mais novos, Guilherme (12 anos) e Bárbara (10), só há pouco tempo têm computador em casa. E ambos já estão no Face. Um belo dia pisca na minha tela uma mensagem da Bárbara. Conversamos e tudo e tal. A conversa se repetiu em outros dias. Até que um dia quem piscou na minha tela foi o Guilherme. Aí comentei de brincadeira: “Então a Bárbara deixou você usar o computador?”. Ele riu e seguimos falando de outras coisas. Vai daí, uns dias depois, vejo no Face uma mensagem pendente de leitura. Abro e está escrito: “Não gostei do que você falou pro meu irmão”. E mais nada. Eu posso? Aí tive de mobilizar a pouca pedagogia que tenho em busca de um álibi que aliviasse a minha barra, uma tarefa nada fácil. Uma criança de dez anos ainda não capta o mundo das nuances, o mundo em que o que se diz não é pra ser entendido ao pé da letra. Como explicar a uma criança que se trata de uma leviandade inocente? Eu tentei. Uns dias depois da mensagem, conversamos pelo Face. Nenhuma menção ao assunto. Sinal de que ela ou perdoou minha natureza boquirrota ou nem se lembrava mais de que não tinha gostado do que eu disse, sendo que me inclino mais para a segunda opção. Ah, essas crianças que não pensam no que dizem!!

© Nota de canapé: Canção do Djavan. Bethânia gravou com enorme sucesso.


(6)


    Angela Delgado
    1 de dezembro de 2012

    As crioncinhas de hoje não são nada mesmo fáceis!
    Um beijo.


    Tarlei
    1 de dezembro de 2012

    Embora o incidente — que se deveu mais à minha natureza boquirrota, como está dito no post –, tenho sobrinhos nada crionças.
    Abs,
    Tarlei


    Angela Delgado
    1 de dezembro de 2012

    Curiosa a força do sangue. A gente pode dizer que tem um sobrinho que é uma pestinha, que sicrana é isso ou aquilo. Mas ai se alguém de fora concordar. E nem falei em crionça, hein, eu disse crioncinha…
    E aí nem beijo ganhei, só abs.. Desculpe-me, então, não quis ofender.


    Edna Freitass
    2 de dezembro de 2012

    muito querido tarlei,
    vc sentenciou: “o mundo em que o que se diz não é pra ser entendido ao pé da letra”…
    minha leitura é que foi pensando nisso que Bárbara escreveu “Não gostei do que você falou pro meu irmão” e até imagino que ela escreveu, sorrindo. foi isso. poeta, abraços procê.


    Tarlei
    3 de dezembro de 2012

    Você tem razão, Edna. As crianças de qualquer idade são cheias de astúcias e caprichos. Não será diferente com a minha sobrinha-criança.
    Abs,
    Tarlei


    Tarlei
    3 de dezembro de 2012

    Querida Angela,
    você leu no meu comentário mais do que eu pretendi dizer. Imagine se me senti melindrado com seu comentário! Não sou mais nenhum adulto… Rsrs… Pra completar, uma historinha do Quintana. Uma sobrinha o interpelou perguntando porque ele só falava bobagens. Ele respondeu: “Ora, eu não sou mais nenhuma criança!!”. Sim, só as crianças dizem coisas sérias, a sério.
    Abjs,
    Tarlei






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