E se ©
Categoria: Música

E se eu não tivesse perseverado no desafio da escrita, eu que sou tão preguiçoso?
E se eu não tivesse tomado gosto em freqüentar os subúrbios soberbos da escrita?
E se alguns amigos não me cobrissem de palavras generosas?
E se eu preferisse ficar deitado em berço esplêndido em vez de me obstinar no ofício de puxar a vida para dentro das palavras?
E se eu não tivesse ido parar no blog do Bruno Cobbi, do qual me veio o desejo de ter um parecido?
E se eu não resolvesse levar para o ciberespaço a minha escrita baldia, reles, miúda?
E se os amigos não me incentivassem a ocupar um cantinho no imenso nadifúndio que é a rede?
E se eu não descubro o Vilhena, meu webdesigner de estimação?
E se o webdesigner não se revela um anjo de paciência com os meus caprichos?
E se eu desistisse no meio do caminho, eu que “querendo, quero o infinito. Fazendo, nada é verdade”? (Fernando Pessoa)
E se eu não fosse um homenino que não se cansa de ter a esperança de um dia ser tudo o que quer?
E se eu dissesse que jamais pensei ser capaz de ir tão longe com meus escritos sobre nada?
E se eu confessasse que não sei onde meus escritos vão parar?

© Nota de canapé: Uma bela parceria de Chico Buarque e Francis Hime.


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    Angela Delgado
    13 de outubro de 2012

    Por enquanto, seus escritos estão no coração de várias pessoas. Depois, também não sei. Depende de você. Mas, se você não escrevesse, não teria me “conhecido” e muitíssimas outras pessoas…


    Tarlei
    15 de outubro de 2012

    “E se” escrever me permitir, de fato e para além da generosidade desse comentário, estar “no coração de várias pessoas”, prêmio maior eu não poderia desejar.
    Abs,
    Tarlei






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