Ave, palavra ©
Categoria: Literatura

Estou fazendo uma leitura intermitente, como é do meu estilo, da teoria das inteligências múltiplas (Howard Gardner). São elas: inteligência lingüística, musical, físico-cinestésica, lógico-matemática, espacial, interpessoal e intrapessoal. De todas elas, penso que as chamadas inteligências pessoais é que deveriam merecer o maior investimento educacional. Por uma razão simples: tudo na nossa vida está atrelado ao convívio. Convivemos o tempo todo. E se assim é, tínhamos que desenvolver as inteligências correspondentes ao exercício dessa verdadeira arte que é conviver. A seguir, viria o desenvolvimento da inteligência lingüística. Porque o veículo do convívio é a palavra. E as palavras, como se sabe, são poderosas. Lembro uma frase do escritor Bartolomeu Campos de Queirós: “Sou frágil o suficiente para uma palavra me machucar, como sou forte o bastante para uma palavra me ressuscitar.” À lista das sete inteligências iniciais, o autor acrescentou a inteligência naturalista e a inteligência existencial. Essa última inteligência tem a ver com uma aptidão para questões filosóficas. Não querendo parecer presunçoso, sinto que tenho algum potencial dessa inteligência. A mim me bastam estas inteligências: lingüística, interpessoal, intrapessoal e existencial, valendo realçar que a inteligência lingüística é o código de acesso para as outras três inteligências e as quatro estão umbilicalmente ligadas.

© Nota de canapé: Publicação póstuma do feiticeiro-mor das palavras, o nosso Guimarães Rosa.


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    Hilda
    10 de junho de 2012

    De novo, belíssimo, inteligente e sensível.
    Tens de permane-SER.


    Tarlei
    10 de junho de 2012

    De novo, a mesma generosidade. Obrigado!
    Levo a vida a tecer — até SER.
    Bj,
    Tarlei






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