Feliz por nada ©
Categoria: Literatura

“Existirmos – a que será que se destina?”, pergunta Caetano numa belíssima canção. A ser feliz, respondo eu. Como? Sendo, como sou, feliz por nada. Nunca medi, nem sei se é possível mensurar, mas presumo que meu índice de FIB (Felicidade Interna Bruta) é dos mais altos. Sou uma pessoa contente. Gosto da vida. Gosto de gente. Minha linhagem comunga com o que diz Adélia num poema: “Não quero faca, nem queijo. Quero a fome”. Tenho um grande apetite para a vida. E gente é o que há.

Entendo que ser feliz por nada é não depender de nenhum acontecimento exterior para estar feliz. É como me sinto. A felicidade está nos genes e creio que “sua raiz vai ao meu mil avô” (Adélia Prado). Acontecimentos exteriores interferem no meu índice de FIB, mas só ao ponto de fazê-lo oscilar para mais feliz ou menos feliz, nunca para infeliz. Hoje, por exemplo, porque é sexta-feira, meu FIB está altíssimo, com tendência a subir nas próximas horas, devendo chegar à pontuação máxima na manhã de sábado. Na segunda-feira, como é possível prever, o FIB estará em queda, mas mesmo assim num nível que me permitirá atravessar bem a semana. Por ora, só tenho olhos para o sábado. Vamos a ele!

© Nota de canapé: Mais recente livro da escritora Martha Medeiros.


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    kelly cristina
    27 de abril de 2012

    Belíssimas palavras! A única coisa que temos que nos preocupar nessa vida é em ser feliz, independente de outras pessoas. Estando sempre de bem com a vida, as outras coisas são fáceis de driblar. Que vivenciemos cada dia com toda intensidade do momento.
    Continue sempre com a felicidade em seus índices mais altos para que possa sempre estar inspirado a escrever e nos deliciar dessas palavras.


    Tarlei
    28 de abril de 2012

    Olá, Kelly!
    Obrigado pela visita e pelo comentário!
    Lembro as palavras da sábia Dona Canô, 104 anos, mãe de Caetano e Bethânia: “Ser feliz é pra quem tem coragem”. Procuro levar a vida com garra e graça. Tem dado certo.
    Abs,
    Tarlei






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