Aquele beijo ©
Categoria: Televisão

Somos um povo afeito ao toque. Abraços, apertos de mão e beijos são gestos comuns na pauta do nosso convívio. O beijo, embora comum, é um caso à parte. Fora de situações sociais, o beijo requer todo um percurso de intimidade, de convivência próxima. Além disso, o beijo é gesto cujo arco de significação vai do reverente ao libidinal. Na sua significação romântica, o beijo embala um sem fim de novelas e filmes. A gramática classifica o verbo “beijar” como transitivo direto. O ato de beijar, no entanto, tem de ser bitransitivo. Ou então será um beijo roubado, especialidade, aliás, de um famoso ladrão de beijos que, com seus dotes de “camaleão brejeiro” e a despeito de sua “ternura de guri”, assustou muitas celebridades, aí incluídos o Rei Roberto Carlos e Frank Sinatra. Esse “supercampeão de beijos” ganhou a alcunha de Beijoqueiro, ganhou fama na mídia, ganhou a simpatia do povo – ganhou até música dos gaúchos Kleiton e Kledir. Já eu quereria perder a timidez e me transformar num “franco-atirador de beijos”. Apesar de tímido, não vou me furtar de, no Dia Internacional do Beijo, mandar aquele beijo para o Beijoqueiro e para todos os amigos “beijocáveis”.

© Nota de canapé: Telenovela de Miguel Falabella.


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