Retiros espirituais ©
Categoria: Música

Faz tempo que venho ensaiando começar a prática de meditação. Faz tempo que venho desejando recolher-me por um fim de semana no mosteiro de São Bento. Há um certo tempo planejo participar de uma vivência monástica no templo budista Zu Lai. Isso tudo quer dizer: estou precisando de uns retiros espirituais. Para a meditação já comprei banquinho e tudo – não consigo a posição de lótus. Para o fim de semana no mosteiro falta desapegar-me dos prazerezinhos mundanos. Para a vivência monástica falta me aposentar. Enquanto nada acontece, considero que a leitura de todo dia é o meu momento de meditação. E não deixa de ser uma espécie de retiro: saio do (meu) mundo. E é uma vivência interior de profundo alcance. Dia desses falei dos tantos fios que nos puxam. Era preciso um fio que nos puxasse para dentro de nós mesmos. Esse é o propósito da meditação. E o que parece recolhimento é, antes, expansão, uma integração com um eu maior, cósmico… Claro que falo tudo isso em teoria. Ainda não sou um meditante. Sou um postulante – e um postulante relapso. De resto, sou relapso em quase tudo, até mesmo, e principalmente, no que se refere à leitura, a grande paixão. Minhas leituras estão sempre muitíssimo aquém da minha ignorância e do meu desejo de ler. Leio pouco, mas leio sempre. Com a Pasárgada da aposentadoria despontando no horizonte, talvez esse cenário mude. A Pasárgada chegando, como lerei! E como farei retiros espirituais! Zen-pre!

© Nota de canapé: Bela canção do Gilberto Gil.


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